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Congresso de iniciação científica em Campinas reúne jovens para compartilhar resultados de pesquisas
A bolsista da Embrapa Meio Ambiente Beatriz Agostinho Giarola (foto abaixo), aluna de graduação do curso de Geografia do Instituto de Geociências (Unicamp), recebeu o prêmio de melhor apresentação oral pelo trabalho “Inventário Socioambiental e Análise do Uso e Cobertura da Terra no município de Piracaia, SP”.
Orientada pela pesquisadora Lucimar Santiago de Abreu, o estudo integra as atividades “Redes de inovação sociotécnicas” e “Análise da situação sociocultural e econômica de produtores de palmeira Juçara”. As ações estão alinhadas ao Projeto de Bioeconomia da Embrapa Meio Ambiente.
As plataformas de delivery atuantes em Campinas cobram até 20% a mais pelas entregas de refeições em áreas periféricas, na tentativa de restringir os deslocamentos aos bairros mais afastados e priorizar os restaurantes localizados nas regiões mais nobres. O resultado é fruto de uma pesquisa realizada no Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que analisou restaurantes equidistantes entre os bairros Cambuí e Parque Oziel e constatou a cobrança do valor a mais como um “pedágio”, que desestimula os pedidos em áreas mais afastadas e reforça a concentração do serviço em determinadas regiões. Além disso, as plataformas de delivery dificultam a visibilidade de pequenos negócios, principalmente os localizados na periferia.
O levantamento foi realizado pelo doutor em geografia, Lucas M. Guide, que apontou a interferência dos aplicativos nos circuitos de consumo de alimentos, na tentativa de controlar a participação de restaurantes, consumidores e entregadores por meio de algoritmos que transformam a localização em critério de valor.
“O rebaixamento do solo, a médio e a longo prazo, pode causar impactos em ruas, pontes e túneis, sem contar rachaduras e o colapso de prédios e casas. Os impactos na drenagem urbana podem ser profundos, danificando estruturas tanto superficiais quanto subterrâneas”, descreve Jefferson de Lima Picanço, professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Em “A anomalia da política de ciência&tecnologia e sua atipicidade periférica”, Renato Dagnino propõe a descrição de dinâmicas essenciais à compreensão da política de ciência e tecnologia nos países periféricos, utilizando o Brasil como exemplo. Elas, conforme consta no título, são a anomalia e a atipicidade. A primeira é inerente a esta política, sendo verificada também nos países desenvolvidos; enquanto a segunda é decorrente da condição periférica.
Jefferson Picanço, docente do DGRN, e Sol Cordova, estudante de pós-graduação do IG, falam sobre prevenção de danos graves após terremotos.
Recentemente foi publicado o estudo “Cartografia social e extensão universitária na Serra do Japi: caminhos participativos na educação ambiental”, resultado de projeto de extensão universitária para desenvolver e fomentar o reconhecimento e valorização naturais e culturais da Serra e entorno. A pesquisa foi feita por Salvador Carpi Junior e Paulo Roberto da Silva Rufino, ambos da Unicamp.
Eles elaboraram um Mapeamento Ambiental Participativo, ferramenta de empoderamento comunitário para valorizar os aspectos naturais e culturais locais. Através de oficina com a comunidade, foram elaborados mapas e discutidos os riscos e potencialidades do território. A iniciativa fortaleceu o vínculo entre moradores, universidade e órgãos públicos.
A Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB) realiza consulta de interesse para viabilizar a realização do curso “Exploração Mineral em Terrenos Lateríticos”, previsto para ocorrer entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro de 2026, na Unicamp, em Campinas/SP, com carga horária de 40 horas. O curso será ministrado por professores e pesquisadores de reconhecida atuação nas áreas de exploração mineral, geologia e geoquímica, reunindo fundamentos teóricos, aplicações práticas e estudos de caso nacionais e internacionais.
Existe uma região do planeta onde o campo magnético da Terra apresenta menor intensidade em comparação a outras áreas. Localizada sobre parte da América do Sul e do Oceano Atlântico Sul, a chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul desperta o interesse dos cientistas por seus impactos na exploração espacial e por atingir diretamente o território brasileiro.
No Olhar Espacial desta sexta-feira (7), vamos entender como funciona o campo magnético terrestre, uma proteção natural que ajuda a bloquear partículas energéticas vindas do Sol. O programa também vai mostrar por que essa barreira é mais fraca nessa região e quais são as consequências para satélites, espaçonaves e missões espaciais.
Para explicar tudo isso e muito mais, vamos receber Gelvam André Hartmann, docente do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Graduado em Física, com mestrado e doutorado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (USP), ele realizou estágio de doutorado no Institut de Physique du Globe de Paris e pós-doutorados na USP e no Observatório Nacional.
A eletromobilidade brasileira, aos poucos, vai consolidando um acervo de obras de referência e cursos de especialização que servem de apoio para quem opera no setor. A mais nova iniciativa vem do Leve, Laboratório de Estudos de Veículo Elétrico, ligado ao Instituto de Geociências da Unicamp, Universidade Estadual de Campinas, SP.
Em 13 de agosto o Leve iniciará a nona edição do curso de extensão Mobilidade Elétrica: Políticas, Planejamento e Oportunidades de Negócio, sob a coordenação de Flávia Consoni, professora doutora da Unicamp. De acordo com ela “o curso é aberto a todos os interessados que tenham, no mínimo, o segundo grau e adota formato dinâmico pensado para executivos e especialistas de todo o País”.
O caso australiano ilustra como funciona uma ferramenta utilizada há décadas por geofísicos em diferentes partes do mundo — inclusive no Brasil. Para entender essa tecnologia, o Olhar Digital conversou com os professores Everton Frigo, Maximilian Fries e Daniele Pantoja Monteiro, do curso de Geofísica da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), e com Gelvam André Hartmann, professor do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da Unicamp. Nas respostas, os pesquisadores detalham como as rochas deixam “assinaturas” no campo magnético da Terra e de que forma essas informações ajudam a reconstruir a história do planeta.




