Clipping
O avanço da desertificação no Brasil pode ser ainda mais amplo do que os mapas oficiais indicam hoje. Uma pesquisa de doutorado desenvolvida no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que mudanças climáticas combinadas à intensificação do uso humano do solo estão ampliando as áreas de risco no Nordeste do país.
A pesquisa teve papel central da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), referência internacional em geociências e estudos de impacto. Um dos autores do trabalho é Álvaro Crósta, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e pioneiro nesse tipo de investigação no Brasil.
"Tectito é um material bastante raro, existem pouquíssimas ocorrências no mundo e essa nossa é a sétima registrada. Esse material é arremessado pela atmosfera e se espalha por áreas grandes, mas os eventos que formam cada uma dessas áreas são poucos. Então, tem um interesse científico muito grande", afirma Álvaro Crostra, professor do Instituto de Geociências da Unicamp, que estuda estruturas formadas pos impactos de meteoritos desde a década de 1970.
"É um material bastante raro, existem pouquíssimas ocorrências no mundo, e essa nossa é a sétima registrada", explica Álvaro Crósta, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e um dos autores do estudo. "Os eventos que formam cada uma dessas áreas são poucos. Então, tem um interesse científico muito grande", completa o pesquisador, que estuda crateras de impacto desde a década de 1970.
O estudo é coordenado pelo professor do Instituto de Geociências da Unicamp, Álvaro Penteado Crósta, que explica a relevância do material encontrado. “Tectitos são vidros naturais. Existem alguns tipos e os mais comuns são aqueles produzidos por vulcões. Os vulcões, quando expelem lava, também expelem vidro. Mas os tectitos são tipos específicos de vidros naturais, formados por uma grande liberação de calor quando há a queda de um enorme meteorito na superfície da Terra, ou seja, uma grande colisão cósmica”, afirmou.
"Tectito é um material bastante raro, existem pouquíssimas ocorrências no mundo e essa nossa é a sétima registrada. Esse material é arremessado para a atmosfera e se espalha por áreas grandes, mas os eventos que formam cada uma dessas áreas são poucos. Então, tem um interesse científico muito grande", afirma Álvaro Crósta, professor do Instituto de Geociências da Unicamp, que estuda estruturas formadas pos impactos de meteoritos desde a década de 1970.
Pesquisadores identificaram, pela primeira vez no Brasil, um campo de tectitos, vidros naturais formados pelo impacto de alta energia de corpos extraterrestres contra a superfície da Terra. As estruturas, batizadas de geraisitos, em homenagem ao Estado de Minas Gerais onde foram inicialmente encontradas, constituem um novo campo de espalhamento (strewn field), ampliando o ainda incompleto registro de impactos na América do Sul.
A descoberta foi descrita em artigo publicado na revista Geology por uma equipe liderada pelo geólogo Álvaro Penteado Crósta, professor titular sênior do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (IG-Unicamp), em colaboração com pesquisadores do Brasil, Europa, Oriente Médio e Austrália.
Até agora, apenas cinco grandes campos de tectitos eram reconhecidos no planeta: Australásia, Europa Central, Costa do Marfim, América do Norte e Belize. O campo brasileiro passa a integrar esse grupo restrito.
Rhuan Sartore, doutorando em organização e gestão do território no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG/UFRJ) e membro do Grupo Retis de Pesquisa (UFRJ), salienta à reportagem que os Estados Unidos têm demonstrado interesse, nas negociações diplomáticas mais recentes, em acessar os minerais críticos brasileiros.
A descoberta foi feita por pesquisadores da área de geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), revisada e publicada na revista Geology.
"Foi a nossa primeira análise. Justamente de tentar separar isso de outro tipo de vidro. Os tectitos têm características químicas e físico-químicas também bem próprias. Fazendo uma análise desse material, a gente já consegue separar de outro tipo de vidro natural, muito comum, o vidro vulcânico. Se parecem, mas quimicamente eles são diferentes", revela Álvaro Penteado Crósta, geólogo da Unicamp, líder da pesquisa, em entrevista à CNN Brasil.
“Quando começou a se separar [Brasil e África], começaram a ocorrer várias falhas geológicas bem profundas. E essas falhas favoreceram que o magma que ocorre em profundidade, que extravasasse e cortasse todas essas camadas de rochas que vemos aqui na região. Consequentemente, esse ponto do rio é onde houve esse extravasamento de magma”, explica o professor doutor Alessandro Batezelli, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp.




