Clipping
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O povo, da etnia A’uwẽ Xavante, obteve a homologação da Terra por meio do Decreto 93.147, de 1986. “De lá para cá, ao longo desses 40 anos, a paisagem da TIPB permaneceu praticamente inalterada, dominada pela vegetação natural característica do Cerrado, com formações savânicas, fragmentos de floresta e áreas úmidas. Ao passo que, no entorno, ocorreu uma transformação contínua e direcionada. As formações naturais quase desapareceram, dando lugar a pastagens e culturas agrícolas, principalmente de soja”, diz Isabella Coelho de Oliveira, autora principal do estudo.
A pesquisa recebeu em 2024 o Prêmio de Mérito Científico no 32º Congresso de Iniciação Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi publicada em maio no periódico Geocarto International.
“Quando a Isabella me falou em ‘ilhamento territorial’, eu disse a ela: ‘Esse termo não existe na literatura. Você está com um grande estudo nas mãos’. E me entusiasmei em participar”, afirma Anderson Targino Ferreira, pesquisador do Centro de Lasers e Aplicações (Celap) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, que trabalhou na parte de geotecnologias e análise estatística.
Foi nessa pequena cidade de 3 mil habitantes que essa rocha, que possui um material raro chamado basalto, foi encontrada e estudada pelo geólogo Álvaro Penteado Crosta, formado pela USP (Universidade de São Paulo) e atualmente professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), enquanto ele iniciava seus estudos em um mestrado sobre geologia em 1970, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Segundo Crosta, esse tipo de substância é análoga ao material dominante nas superfícies da Lua e do planeta vermelho. Ao estudar essas localizações terrestres, os pesquisadores podem simular esses ambientes, desenvolver substitutos do solo lunar e testar equipamentos robóticos de perfuração para futuras missões espaciais.
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A pesquisa foi liderada pelo professor emérito Álvaro Crósta, do Instituto de Geociências da Unicamp, que conduziu três expedições ao local ao longo de décadas sem conseguir alcançar o núcleo da formação. A região é extremamente isolada, a cerca de 215 km de Teresina, com relevo acidentado e vegetação densa e espinhosa típica da Caatinga.
O estudo foi conduzido por um grupo de cientistas liderado por Alvaro Crósta, docente do Instituto de Geociências da Unicamp. Crósta estuda a formação desde a década de 1980, quando a estrutura circular foi identificada em imagens de radar do Projeto Radambrasil.
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Para chegar à confirmação, o professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Alvaro Crósta, do Instituto de Geociências, tentou acessar a área desde os anos 1980. O terreno, segundo ele, é quase que impenetrável, sem trilhas de acesso e com vegetação densa, espinhosa e seca. De três expedições, a mais bem-sucedida ocorreu somente em 2017, acompanhado do professor Marcos Alberto Rodrigues Vasconcelos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Pesquisadores liderados pelo professor emérito da Universidade Estadual de Campinas, Alvaro Crósta, confirmaram a existência de uma cratera de impacto meteorítico no município de São Miguel do Tapuio. A formação geológica possui cerca de 21 quilômetros de diâmetro e passa a ser considerada a segunda maior cratera do tipo na América do Sul.
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O cientista Alvaro Crósta, responsável pelo grupo de pesquisa e professor emérito da Unicamp, realiza estudos sobre a formação geológica do Piauí desde de 1980.
A descoberta foi feita por pesquisadores liderados pelo professor Alvaro Crósta, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A estrutura é considerada a nona cratera de impacto confirmada no país.
Uma descoberta científica inédita colocou o Piauí no mapa mundial da geologia: pesquisadores confirmaram a existência de uma cratera de impacto com cerca de 21 quilômetros de diâmetro no município de São Miguel do Tapuio, no interior do estado. A formação agora é considerada a segunda maior da América do Sul e a 37ª maior do mundo entre cerca de 200 crateras conhecidas. A confirmação foi liderada pelo professor Alvaro Crósta, do Instituto de Geociências da Unicamp, e publicada na revista internacional Meteoritics & Planetary Science, da Meteoritical Society. A estrutura piauiense passa a ser a nona cratera de impacto oficialmente reconhecida no Brasil.
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Um grupo de cientistas liderados por Alvaro Crósta, docente do Instituto de Geociências (IG) e professor emérito da Unicamp, confirmou a existência de uma cratera de impacto com 21 km de diâmetro no município de São Miguel do Tapuio, localizado no interior do Piauí, o que a torna a segunda maior do gênero da América do Sul. A constatação foi publicada no no periódico Meteoritics & Planetary Science, da The Meteoritical.




