Pesquisadores identificaram, pela primeira vez no Brasil, um campo de tectitos, vidros naturais formados pelo impacto de alta energia de corpos extraterrestres contra a superfície da Terra. As estruturas, batizadas de geraisitos, em homenagem ao Estado de Minas Gerais onde foram inicialmente encontradas, constituem um novo campo de espalhamento (strewn field), ampliando o ainda incompleto registro de impactos na América do Sul.
A descoberta foi descrita em artigo publicado na revista Geology por uma equipe liderada pelo geólogo Álvaro Penteado Crósta, professor titular sênior do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (IG-Unicamp), em colaboração com pesquisadores do Brasil, Europa, Oriente Médio e Austrália.
Até agora, apenas cinco grandes campos de tectitos eram reconhecidos no planeta: Australásia, Europa Central, Costa do Marfim, América do Norte e Belize. O campo brasileiro passa a integrar esse grupo restrito.




