Clipping
"Essa radicalidade é essencial para que nossas agendas programáticas não sejam prematuramente rebaixadas na busca de apoios políticos pouco eficazes e para que não percamos nosso objetivo estratégico."
O artigo é de Renato Dagnino publicado por A Terra é Redonda, 07-07-2026.
Renato Dagnino é professor titular no Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp. Autor, entre outros livros, de A indústria de defesa no governo Lula (Expressão Popular).
Os estudantes da Unicamp conhecem as atividades e pesquisas desenvolvidas pelo Cemaden. Os pós-graduandos (a maioria geólogos, geógrafos e engenheiros) também fizeram uma breve apresentação de seus projetos de estudos científicos e conversaram com pesquisadores do Cemaden.
Como é morar dentro de um vulcão extinto?
É mais tranquilo do que parece. A formação está extinta há milhões de anos, e cientistas garantem que não há qualquer risco de reativação, segundo explica o professor Francisco Sérgio Bernardes Ladeira, do Instituto de Geociências da Unicamp.
No tabuleiro colorido do Jogo do Clima, o percurso não é linear. Ele serpenteia entre sol, nuvem, chuva, lua, arco-íris e personagens infantis, como se traduzisse uma verdade que a escola ainda custa a incorporar: entender a crise climática não é decorar conceitos isolados, mas aprender a navegar um sistema complexo, desigual e muito incerto.
Foi por esse caminho que Daniela Resende de Faria chegou à tese defendida no Instituto de Geociências da Unicamp em 2025, depois de investigar como promover educação em mudanças climáticas na educação básica brasileira e de ouvir 65 professores em atividade no país. O estudo concluiu que a área depende, ao mesmo tempo, de educação crítica centrada no estudante, abordagens interdisciplinares, conexão com o contexto real dos alunos e recursos de aprendizagem capazes de gerar engajamento.
Os terremotos ocorreram em uma região conhecida pela intensa atividade sísmica, no limite entre as placas do Caribe e Sul-Americana. Segundo o professor do Instituto de Geociências da Unicamp Vinícius Meira, a movimentação entre essas placas explica a frequência dos tremores.
O número de mortos pelos terremotos na Venezuela subiu para 188, segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano. Há cerca de 1.520 feridos e 200 pessoas ainda presas sob os escombros. Vinicius Meira, docente do Instituto de Geociências da Unicamp, fala sobre o terremoto.
A partir do minuto 29.
O povo, da etnia A’uwẽ Xavante, obteve a homologação da Terra por meio do Decreto 93.147, de 1986. “De lá para cá, ao longo desses 40 anos, a paisagem da TIPB permaneceu praticamente inalterada, dominada pela vegetação natural característica do Cerrado, com formações savânicas, fragmentos de floresta e áreas úmidas. Ao passo que, no entorno, ocorreu uma transformação contínua e direcionada. As formações naturais quase desapareceram, dando lugar a pastagens e culturas agrícolas, principalmente de soja”, diz Isabella Coelho de Oliveira, autora principal do estudo.
A pesquisa recebeu em 2024 o Prêmio de Mérito Científico no 32º Congresso de Iniciação Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi publicada em maio no periódico Geocarto International.
“Quando a Isabella me falou em ‘ilhamento territorial’, eu disse a ela: ‘Esse termo não existe na literatura. Você está com um grande estudo nas mãos’. E me entusiasmei em participar”, afirma Anderson Targino Ferreira, pesquisador do Centro de Lasers e Aplicações (Celap) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, que trabalhou na parte de geotecnologias e análise estatística.
Foi nessa pequena cidade de 3 mil habitantes que essa rocha, que possui um material raro chamado basalto, foi encontrada e estudada pelo geólogo Álvaro Penteado Crosta, formado pela USP (Universidade de São Paulo) e atualmente professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), enquanto ele iniciava seus estudos em um mestrado sobre geologia em 1970, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Segundo Crosta, esse tipo de substância é análoga ao material dominante nas superfícies da Lua e do planeta vermelho. Ao estudar essas localizações terrestres, os pesquisadores podem simular esses ambientes, desenvolver substitutos do solo lunar e testar equipamentos robóticos de perfuração para futuras missões espaciais.
A pesquisa foi liderada pelo professor emérito Álvaro Crósta, do Instituto de Geociências da Unicamp, que conduziu três expedições ao local ao longo de décadas sem conseguir alcançar o núcleo da formação. A região é extremamente isolada, a cerca de 215 km de Teresina, com relevo acidentado e vegetação densa e espinhosa típica da Caatinga.
O estudo foi conduzido por um grupo de cientistas liderado por Alvaro Crósta, docente do Instituto de Geociências da Unicamp. Crósta estuda a formação desde a década de 1980, quando a estrutura circular foi identificada em imagens de radar do Projeto Radambrasil.




