Ao longo da minha carreira, colaborei diretamente com diversas comunidades, Povos Indígenas, formuladores de políticas e organizações internacionais no Brasil, Moçambique, São Vicente e Granadinas, Suécia e Bélgica. Meu trabalho conecta a organização de base, a proteção do espaço cívico e a co-produção de conhecimento, centrando a equidade, a colaboração e a narrativa baseada na arte como ferramentas para a justiça socioambiental. Nos últimos quatro anos, co-liderei o estudo de caso do Brasil no projeto internacional XPaths, durante meu doutorado em Gestão Ambiental na Universidade Livre de Bruxelas, desenvolvendo metodologias transdisciplinares para envolver partes interessadas do Cerrado e Caatinga, incluindo Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, na formação de transformações sustentáveis. Este trabalho produziu um Plano de Ação regional, apresentado na UNCCD COP16, e foi fundamentado em uma pesquisa qualitativa multisítio, enfatizando o diálogo entre sistemas de conhecimento, níveis de governança e visões de mundo. Fortaleceu minha experiência no engajamento de partes interessadas e diálogos de políticas com atores do setor empresarial, indústria, sociedade civil, academia e governo. Minha trajetória acadêmica inicialmente focou na Amazônia e seus povos. Possuo dois mestrados pela Universidade de Estocolmo: um em Resiliência Socioecológica no Centro de Resiliência de Estocolmo (projeto AGENTS, liderado pelo Professor Eduardo Brondizio) e outro em Ciência Política, com especialização em Estudos Sociais Ambientais. Esses estudos examinaram a degradação florestal e os papéis frequentemente negligenciados das mulheres indígenas e locais no uso sustentável da terra, empregando metodologias decoloniais para repensar resistência e agência na região de Santarém (PA) e São Gabriel da Cachoeira (AM). Essas experiências moldaram minha capacidade para trabalho de campo etnográfico, facilitação com múltiplas partes interessadas e o desenvolvimento de ferramentas participativas que são tanto rigorosas quanto relacionais. Realizei pesquisas etnográficas multi-situadas e facilitei processos participativos com formuladores de políticas, cientistas, organizações da sociedade civil e comunidades indígenas e tradicionais no Brasil e em Moçambique. Emprego métodos qualitativos, incluindo entrevistas aprofundadas, grupos focais, análise de redes, análise de documentos e oficinas de engajamento, para examinar criticamente como o conhecimento pode ser traduzido e incorporado nas arenas políticas. Com uma formação em mídia e engajamento público, trago comunicação estratégica, facilitação intercultural e um forte compromisso em amplificar as vozes da linha de frente e apoiar a mudança liderada pela comunidade.