O presente trabalho, apoiando-se em autores como Yi-Fu Tuan, Milton Santos, Marc Augé e Nicole Ardoin, discute a complexidade das compreensões de Lugar e Senso de Lugar, considerando suas dimensões históricas, sociais, culturais, políticas, afetivas e ambientais. Neste ensaio teórico, objetivou-se discutir como estabelecer diálogos entre as ideias de Lugar e Senso de Lugar com o campo da Educação Ambiental Crítica (EAC), entendendo-os como relevantes na fundamentação teórica de práticas contextualizadas e como aportes para debates acerca das relações sociedade/natureza nesse campo. Defende-se que tais conceitos, quando integrados à EAC, fomentam a reconexão sujeito-ambiente, promovendo responsabilidade, cuidado e afetividade, superando visões reducionistas da relação sociedade-natureza. As conexões com os Lugares, a construção e valorização do Senso de Lugar, a compreensão sobre as suas múltiplas escalas e a concepção de uma racionalidade ambiental emergem como pilares para enfrentar a crise socioambiental e para a luta em prol de futuros sustentáveis e equitativos.




