Clipping
Uma descoberta científica inédita colocou o Piauí no mapa mundial da geologia: pesquisadores confirmaram a existência de uma cratera de impacto com cerca de 21 quilômetros de diâmetro no município de São Miguel do Tapuio, no interior do estado. A formação agora é considerada a segunda maior da América do Sul e a 37ª maior do mundo entre cerca de 200 crateras conhecidas. A confirmação foi liderada pelo professor Alvaro Crósta, do Instituto de Geociências da Unicamp, e publicada na revista internacional Meteoritics & Planetary Science, da Meteoritical Society. A estrutura piauiense passa a ser a nona cratera de impacto oficialmente reconhecida no Brasil.
Um grupo de cientistas liderados por Alvaro Crósta, docente do Instituto de Geociências (IG) e professor emérito da Unicamp, confirmou a existência de uma cratera de impacto com 21 km de diâmetro no município de São Miguel do Tapuio, localizado no interior do Piauí, o que a torna a segunda maior do gênero da América do Sul. A constatação foi publicada no no periódico Meteoritics & Planetary Science, da The Meteoritical.
É exatamente essa permanência que o geógrafo Márcio Cataia, professor do IG da Unicamp, procura compreender. Sua trajetória acadêmica nasce sob forte influência da obra de Milton Santos, mas sem transformá-la em monumento estático. Para Cataia, os conceitos miltonianos seguem vivos porque foram construídos como sistema — uma rede de ideias que se sustenta nas relações entre técnica, território, economia, política e vida cotidiana. “Um conceito dialoga com os outros conceitos”, afirma. “Conformando uma teia de significação.”
Obras como “Pensando o espaço do homem”, “Ensaios sobre a urbanização latino-americana”; “O espaço do cidadão”; “A natureza do espaço” e “Por uma outra globalização” construíram uma trajetória homenageada pelo Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, maior comenda da área, em 1994. Atuante em diversas esferas públicas, o espaço era definido por ele como “um conjunto indissociável de sistemas de objetos e ações, o que significa dizer que o mundo material é inseparável das dinâmicas sociais, políticas, econômicas e técnicas”, conforme descreve a geógrafa Adriana Bernardes ao Jornal da Unicamp. “Para isso, tanto inovações industriais quanto o conjunto de normas, leis e conhecimentos seriam um meio para a ação humana no espaço”, continua.
Pesquisador que estudou consumo parcelado na periferia diz que endividamento não significa compulsão
Dan Stulbach, José Godoy e Luís Gustavo Medina receberam no Fim de Expediente o geógrafo e professor Kauê Lopes dos Santos, que falou sobre o livro "Parcelado: dinâmicas de consumo na periferia".
Agência FAPESP – O Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPG) do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (IG-Unicamp) recebe inscrições até 31 de maio para os cursos de mestrado e doutorado.
Um ponto de fuga no horizonte acadêmico. Assim a comunidade científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) reverenciou o economista Wilson Suzigan na cerimônia em que concedeu a ele o título de professor emérito, em setembro de 2024. Morto no último dia 10 de abril, aos 84 anos, em decorrência de complicações associadas a uma doença autoimune, Suzigan era saudado não apenas pela solidez teórica de suas contribuições para o pensamento econômico brasileiro, mas também pela natureza disseminadora de sua atuação como formador de pesquisadores.
A datação de rochas sedimentares — que registram a maior parte da história da Terra — ainda opera com incertezas que podem chegar a 10% da idade medida, o que, em escalas geológicas, representa milhões a dezenas de milhões de anos. Esse limite de precisão tem restringido a capacidade de reconstruir com exatidão eventos-chave da evolução do planeta.
É justamente esse desafio que um projeto conduzido por pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas, no âmbito do Centro de Estudos de Petróleo e Energia (CEPETRO) e financiado pela Petrobras, busca enfrentar ao avançar em métodos capazes de datar diretamente essas rochas com maior confiabilidade.
“As rochas sedimentares são o principal arquivo da história da Terra — e estamos começando a conseguir datá-las diretamente de forma sistemática”, afirma o geólogo Bernardo Tavares Freitas, coordenador da pesquisa.
Maria José Mesquita, a professor of the University of Campinas’ Institute of Geosciences, said rare earths are a group of 17 chemical elements that, despite the name, are not necessarily scarce in the Earth’s crust. Rather, she said, the challenge lies in separating them and finding deposits concentrated enough to mine economically.
O episódio desta segunda-feira (13) do Café da Manhã discute como famílias periféricas chegaram a um cenário de endividamento crônico. O geógrafo Kauê Lopes dos Santos, professor da Unicamp e autor do livro “Parcelado: Dinâmicas de Consumo na Periferia” (Ed. Fósforo), explica como as dívidas impactam o dia a dia, conta o que ouviu entrevistando famílias desde 2009 e analisa caminhos para combater a inadimplência e reconstruir perspectivas de futuro.




