Ana Elisa Silva de Abreu coordena grupo de trabalho que dá apoio técnico às decisões sobre investimentos em estudos de aquíferos nas Bacias PCJ
O Instituto de Geociências recebeu no dia 16 de abril a 99ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas dos Comitês PCJ. A definição de prioridades para um estudo hidrogeológico do Aquífero Tubarão e a participação dos municípios foram os principais itens de pauta. Ana Elisa Silva de Abreu, docente de Departamento de Geologia e Recursos Naturais do IG, coordena o Grupo de Trabalho de Controle (GT-Controle), cujas ações englobam o planejamento das ações da CT-AS.
Ana Elisa, que apresentou o andamento e planejamento das atividades do grupo durante a reunião, ressaltou a importância de se investir recursos dos Comitês PCJ para melhor conhecimentos dos aquíferos, frisando que as águas subterrâneas representam um recurso estratégico nas Bacias PCJ. Ela destacou que o Aquífero Tubarão é um dos mais utilizados na região e alertou que essas reservas são finitas, com um ciclo de renovação lento que pode se estender por milênios.
As discussões sobre o Aquífero têm como objetivo subsidiar a elaboração de um Termo de Referência para a contratação de novos estudos no Aquífero Tubarão, que abrange uma área com 16 municípios e população de cerca 2,7 milhões de habitantes. Outras ações do GT-Controle da CT_AS incluem a implantação de uma rede de monitoramento das águas subterrâneas nas Bacias PCJ que permitirá um melhor acompanhamento da condição de explotação dos aquíferos e contribuirá para a segurança hídrica na região.
A participação da docente do IG na CT-AS é uma das formas de extensão dos conhecimentos da Universidade para um público mais amplo. “É também uma forma de a academia se envolver com as demandas da sociedade e direcionar suas pesquisas para responder perguntas relevantes e atuais”, salienta Ana Elisa.
Segundo a docente, há uma pesquisa de mestrado em desenvolvimento com dados do monitoramento dos poços da própria Unicamp que pode fornecer as bases teóricas para a interpretação dos dados da futura rede de monitoramento das Bacias PCJ. “Ela aplica modelos baseados em dados, que utilizam aprendizado de máquina, para a previsão das cargas hidráulicas nos aquíferos e deve apoiar as decisões relacionas à gestão das águas subterrâneas”, explica a docente.
As reuniões da CT-AS são bimensais e podem ser acompanhadas na página da CT_AS. A próxima será realizada em junho de 2026. Outras informações sobre a visita podem ser obtidas no site da Agência das Bacias PCJ.
Texto: Eliane F. Daré, com informações da Agência das Bacias PCJ
Fotos: arquivo pessoal de Ana Elisa Silva de Abreu
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IG recebe 99ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas dos Comitês PCJ
Didier Gastmans (CEA-Unesp), à esquerda, e Sibele Ezaki (do IPA), à direita na imagem




