Hospitais e escolas foram atingidos nos ataques mais recentes — alvos que, pelo direito internacional humanitário, não deveriam ser bombardeados. “Quando essa linha é ultrapassada, o risco deixa de ser apenas militar e passa a ser humanitário e diplomático. Isso aumenta as chances de o conflito se prolongar”, explica Gustavo Blum, pesquisador de Geografia das Relações Internacionais e analista geopolítico do Instituto de Geociências da Unicamp. Após ofensivas coordenadas por Estados Unidos e Israel que atingiram a cúpula do governo iraniano — incluindo o líder supremo Ali Khamenei —, o Irã iniciou sua retaliação. A escalada militar agora ameaça o Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa quase um quinto do petróleo mundial, colocando pressão sobre os mercados e ampliando a instabilidade econômica global. Confira os detalhes na reportagem.
Ficha técnica
Imagens: João Ricardo Boi e Marcos Botelho Jr
Edição: Diohny C. Andrade
Produção e reportagem: Thaís Pimenta
Capa: Paulo Cavalheri
Coordenação: Patrícia Laurett




