Semana de reflexões reúne comunidade do IG para discutir experiências e perspectivas de ensino remoto

Tjig

Fomentar a participação da comunidade do IG para refletir sobre as experiências de ensino remoto desenvolvido no primeiro semestre letivo de 2020, bem como discutir perspectivas para o segundo semestre. Foram esses os principais objetivos do "#TMJ no IG: semana de reflexões sobre o Ensino", que ocorreu de modo online entre os dias 15 e 18 de setembro e discutiu temas como curricularização da extensão, métodos ativos de ensino-aprendizagem, neurociência aplicada ao ensino, dentre outros. A semana também recepcionou caloures de geologia e geografia, que tiveram acesso a informações tais como funcionam a Unicamp e a biblioteca on line. Também ocorreu uma exposição de imagens e roda de conversa, o fórum de ensino do IG, palestras e apresentação da diversidade no Instituto.
Na abertura da semana, o diretor do IG, Sergio Luiz Monteiro Salles-Filhos, parabenizou a organização e reforçou a importância do evento. Disse que, dada a condição atípica dos desafios colocados em 13 de março, quando a Unicamp suspendeu suas atividades presenciais, todos se empenharam para concluir o primeiro semestre, mesmo com pouca experiência em atividades remotas. O docente lembrou que a Unicamp foi a precursora na medida de suspender as atividades presenciais e que a ação trouxe uma série de lições. Falou também da importância de se fazer um balanço e refletir sobre o que deu certo e que lições foram aprendidas para melhorar as ações para o segundo semestre letivo, buscando corrigir problemas eventuais através de iniciativas a seguir. Para o diretor, foi uma experiência enriquecedora e o saldo é positivo.
Chefes de Departamentos do IG apresentaram uma visão geral da experiência das atividades não presenciais no primeiro semestre de 2020 dos cursos de Geologia e Geografia durante a avaliação das experiências e ensino do primeiro semestre. Flávia Consoni, chefe do Departamento de Política Científica e Tecnológica, relatou o grande desafio enfrentado por todes. Segundo a docente, não foi uma experiência trivial. Ela lamentou que alunes do primeiro ano não tiveram a possibilidade de troca presencial de conhecimento, apesar da experiência ter mostrado ganhos de acolhimento virtual. Lembrou também que, quando começou o semestre, pensava-se que seriam 1 ou 2 meses de afastamento, mas que com o avanço da pandemia foi necessário se reinventar para prosseguir o semestre. Alfredo Borges de Campos, chefe do Departamento de Geologia e Recursos Naturais, lembrou que os cursos de graduação do IG têm questões próprias de grupos e disciplinas. Os docentes mapearam o cenário de transição para o sistema remoto, o que exigiu grande adaptação. O docente lembrou que boa parte das disciplinas de Geologia tem o componente prático. Já o chefe do Departamento de Geografia, Raul  Reis Amorim, lembrou que no início foi proposto um sistema misto, com aulas não presenciais e presenciais, mas que com o avanço da pandemia foi necessário rever e deixar o conteúdo totalmente remoto. Raul lembrou ainda que o DGEO tem três gerações de docentes, de diferentes formações com diferentes tempos de acesso às novas ferramentas nas práticas pedagógicas. Ainda dentre os pontos discutidos pelos chefes de Departamento, foram apresentados alguns desafios encontrados ao longo da execução das atividades não presenciais, como o estímulo à participação de estudantes ao vivo ao invés de chats.

IG
Recepção a estudantes no #TMJ no IG


A coordenadora do Espaço de Apoio ao Ensino e Aprendizagem (EA)2, Soely Polidoro, apontou o grande desafio apresentado à Unicamp pela pandemia. Lembrou o aprendizado sobre equidade, flexibilidade, condução de processos, sobre a necessária proximidade entre diferentes órgãos para pensar em ações no curto prazo, além da agilidade necessária para atender a nova demanda imposta. Destacou que ensino remoto é um termo que ganhou sentido diferente do que era conhecido como ensino a distância: o remoto é emergencial e reúne soluções pré-existentes de modo articulado para resolver uma solução temporária.  A docente disse que foi um semestre de ajustes e de aprendizado em que dificuldades conhecidas foram exacerbadas e que outras vieram a tona. O anúncio da suspensão das atividades ocorreu numa quinta-feira e, segundo a coordenadora do EA2, na segunda-feira seguinte já havia no site de Apoio ao Ensino Digital (www.ea2.unicamp.br/ensino-digital-2/)  do EA2 um conjunto de tutoriais disponíveis que podiam ajudar na produção de conteúdo remoto. Buscaram conhecer  experiências de outros países para trazer novas ideias e soluções. De acordo com Soely, atualmente, a Unicamp passou a ser convidada para ajudar outras universidades a desenvolver o ensino digital. A docente lembrou ainda que o ambiente virtual de aprendizagem é fundamental para a interação do estudante com outros estudantes, com o conteúdo e com os professores e que docência e o planejamento das disciplinas da graduação foi muito evidente nesse semestre.
Para o docente Vinícius Tieppo Meira, que coordenou a organização da semana, os principais avanços da semana incluem o espaço de reflexão aberto a toda comunidade, avaliação conjunta das experiências didáticas do ensino remoto emergencial do 1o semestre, discussões e orientações para melhores práticas no 2o semestre e o acolhimento e boas-vindas des caloures dos cursos de Geologia e Geografia. Além dos temas diretamente ligados à situação excepcional do ensino remoto emergencial, o docente pontua ainda a importância do uso desse espaço para discussões aprofundadas sobre os métodos de ensino-aprendizagem e a curricularização da extensão. Para Vinícius, o destaque da semana foi a palestra de Carla Tieppo, que abordou os conhecimentos neurocientíficos de desenvolvimento de circuitos neurais para otimizar as técnicas de ensino.
A semana foi encerrada com o já tradicional “Papo de Corredor”, que contou com a transmissão de live do “Subducsamba”, banda musical formada por membros da comunidade do IG. No canal do IG no YouTube é possível assistir as palestras "A construção de circuitos cerebrais como base para o aprendizado", "Curricularização do ensino", além do "Papo de Corredor com Música!". 

Por Eliane Fonseca

Imagens: coordenação do evento