Histórico

O Instituto de Geociências da Unicamp, desde sua organização, em 1979, se propôs a contribuir com novas abordagens para o setor geológico, mineral e energético brasileiro, criando para isso os Departamentos de Administração e Política de Recursos Minerais - DARM e de Metalogênese e Geoquímica - DMG em 1985. Ambos os Departamentos foram os primeiros do gênero no país e cunharam conceitos, métodos e estudos temáticos que nortearam os rumos das pesquisas em várias áreas das Geociências no Brasil.

As atividades de ensino do IG começaram com a criação do Programa de Pós-graduação em Geociências, mestrado em Administração e Política de Recursos Minerais (APRM) a partir de 1983, e também na área de concentração em Metalogênese, a partir de 1986. O Doutorado em Geociências da Unicamp vem funcionando desde 1993. Essas atividades visaram atender a uma das condições necessárias para otimizar a contribuição dos recursos minerais e energéticos ao desenvolvimento econômico e social do país, que é o treinamento e a qualificação de recursos humanos para pesquisar, descobrir e administrar o aproveitamento desses recursos, nas esferas pública e privada. Até hoje, mais de duas centenas de geólogos, engenheiros de minas, economistas, advogados e outros profissionais concluíram o Mestrado e o Doutorado na Unicamp, nas duas áreas de concentração. A partir de 1998, com a criação dos cursos de graduação em Geologia e Geografia da Unicamp, essa atividade de pesquisa e ensino de pós-graduação passou a relacionar-se, adicionalmente, as ações voltadas à formação de novos profissionais e professores, bem como em novas áreas de conhecimento.

Acrescente-se ainda que desde 1987, a UNICAMP vem também desenvolvendo um programa do mais alto padrão técnico-científico de formação de especialistas brasileiros na área petróleo. O Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia de Petróleo, sediado simultaneamente no DGRN-IG e no DEP-FEM da UNICAMP, visa a formação de recursos humanos de excelência e o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão para o setor petrolífero.

A complexidade e multiplicidade dos problemas que afetam a exploração dos recursos naturais brasileiros exigem, para seu equacionamento, abordagens interdisciplinares e multidisciplinares. Assim, as áreas de Administração e Política de Recursos Minerais e Metalogênese e Geoquímica buscaram subsídios dentro de quatro campos do conhecimento: Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas. Na primeira (APRM), desenvolveram-se quatro linhas de pesquisas: Política Mineral e Desenvolvimento; Economia dos Recursos Minerais; Recursos Minerais e Relações Internacionais e Recursos Minerais, Hídricos e Meio Ambiente. Na área de Metalogênese foram consolidadas as linhas de pesquisa em Metalogênese Regional, Depósitos Minerais, Geologia Econômica e Ambiental e Geoquímica Analítica.

Em Fevereiro de 2002, os dois Departamentos supracitados foram reunidos em um único, que recebeu o nome de Departamento de Geologia e Recursos Naturais. Da mesma forma, encontra-se em andamento a reunião das duas áreas de concentração originais em uma única área de Geologia e Recursos Naturais. Essa nova área mantém os mesmos objetos de estudo das áreas originais, porém procurando aproximá-los através da interação de novas linhas de pesquisa, assim redefinidas: Geotectônica e Metalogênese; Geotecnologias Aplicadas ao Estudo dos Recursos Naturais; Geoquímica Ambiental e Analítica; Análise de Bacias; Economia dos Recursos Minerais; Política e Legislação de Recursos Naturais; Recursos Naturais, Desenvolvimento e Meio Ambiente. O interesse comum desses grupos de pesquisa continua sendo a ampliação do conhecimento da Geologia e suas aplicações nos setores econômicos que lidam com os recursos minerais, energéticos, hídricos e ambientais, visando o aumento da qualidade de vida e o desenvolvimento econômico do país, que se alicerçam na utilização racional dos recursos físicos da terra.